terça-feira, 1 de julho de 2008

Teoria Casa Arrumada x Zona Total

Me tornei uma "dona-de-casa" há mais ou menos um ano e meio. Durante esse tempo, venho elaborando uma Teoria: Casa Arrumada x Zona Total.

Não sei se ela vale só pra mim. mas preciso desabafar isso e quem sabe achar "donas-de-casa", que como eu, sofrem com isso.

Faz parte da vida de recem-casados as visitas. No começo é sempre assim. Um tal de entra e sai que não tem mais fim. (Que fique claro que eu gosto de visitas). Mas com o tempo a frequência das visitas diminuem, porque já não é mais a novidade do começo e tal. Então as visitas se tornam mais espaçadas ou até mesmo "surpresas".

Eu procuro manter minha casa sempre em ordem. Crio até tabelinhas mentais do tipo: Segunda - limpar a casa. Terça - lavar. Quarta: passar... e assim vai. Reajusto a tabela de todas as formas possíveis e de acordo com o que preciso fazer. As vezes funciona, outras não e quando me dou conta, a semana já está quase terminando e o serviço domestico se multiplicou de maneira assustadora.

Então, encho o pulmão e faço duzentas coisas no mesmo dia, e a ordem volta a reinar. No entanto, no outro dia a vida (e o serviço) continuam. E com muita sorte as únicas pessoas que viram a desordem reinando foram meu marido e meu irmão (que almoça aqui todos os dia).

É aí que entra minha teoria. Quando a minha tabelinha funciona perfeitamente, quando a casa está toda arrumada e não tem nem um copo na pia, ninguém aparece. Mas no dia em está uma zona total, tem louça acumulada, os móveis estão empoeirados, a casa toda bagunçada, as pessoas decidem passar aqui.

Quando avisam que estão vindo é uma tal de esconder sapato, tirar pó correndo, arrumar a pia. Mas e quando o interfone toca e não dá tempo nem de guardar a zona que eu fiz no sofá porque eu estava procurando alguma coisa na bolsa e nem guardei de volta? É ai que entra o óleo-de-peroba-na-cara e a fala típica: "Gente-desculpa-a-bagunça!"

Preciso saber: com vocês é assim? Ou só eu passo por isso? Por que se for só comigo, não sei nem o que vou fazer!

Paixão

paixão. a vida é movida por paixões. ao menos deveria. ao menos seria menos complicada. eu acho.

li sobre isso esses dias e estive pensando. é realmente verdade, as coisas se tornam mais facéis. ultimamente eu tenho feito as coisas mas por obrigação e por ser o certo do que por paixão. isso tem tornado as coisas menos prazerosas, menos legais e muito, muito mais chatos.

preciso me dedicar a fazer coisas que eu realmente goste. dedicar tempo a descobrir o que eu re-al-men-te gosto. até sei dizer uma lista de coisas que eu gosto, mas a maior parte dela estão ficando empoeiradas na gaveta.

  • escrever: sempre adorei escrever, mas parece tenho me esquecido disso. demoro semanas pra postar algo. as últimas vezes foram por cobrança da consciência, e por isso ficaram mais-ou-menos
  • ler: até isso não tenho conseguido.
  • música: sempre gostei de música. mas ultimamente nem o rádio tenho ligado.

preciso de férias! ando extremamente estressada. preciso encontrar alguma nova motivação. me envolver em algum projeto que consiga me motivar. não tenho ideia do que possa ser, mas essa vai ser minha nova meta. PRE-CI-SO! e vou me empenhar!

PS: o post tomou uma direção totalmente inesperada! saiu algo nada parecido com o que tinha pensado... e é assim que eu gosto!

terça-feira, 24 de junho de 2008

chuva é tudo bom, aquele friozinho, aquele barulho que da sono. e pra assistir filme? nem se fala. é um convite aquele barulho de chuva no telhado. filme e pipoca. porque chuva combina com filme. e filme com pipoca. não tem como negar. acho que é unanimidade.

ai que delicia, dormir com esse tempo. que delicia ficar em casa sem fazer nada.

ai ai que maravilha estar de férias. estar de folga. ai ai!









mas o que eu faço se eu TE-NHO QUE IR TRABALHAR, PORRA?











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sábado, 31 de maio de 2008

Virando gente grande de verdade

crescer é algo muito difícil. difícil pelas responsabilidades que isso acarreta. difícil pelas ilusões adolescentes que vão se desfazendo uma a uma.

criamos um mundo paralelo de fantasia. e não sei como é que conseguimos acreditar com tanta certeza. eu imaginava que no minuto em que eu completasse 18 anos, estaria entrando em um concessionaria e poderia escolher o carro que eu quisesse. que logo em seguida iria, com meu carro novo, escolher os moveis pro meu apartamento também novo. depois disso só faltava ir buscar minhas roupas. mas uma fase nova tão importante assim precisa de renovações... então iria ao shopping e compraria todas as roupas novamente.

será que eu era muito babaca ou todo adolescente pensa que a vida é mamão com açúcar? eu como sempre quis ser independente sonhava e acreditava nisso com todas as forças. nunca fui o tipo "quero quero quero e acabou", mas hoje eu vejo como não entendia quando minha mãe dizia que a vida não é fácil. quando via as pessoas arrancando até o último fio de cabelo pra pagar água, luz, aluguel, IPTU e tudo mais. hoje eu começo a entender.

hoje eu também entendo o porque minha mãe reclamava quando ela acabava de lavar louça e a pia já estava cheia de copos. o porque ela reclamava quando a gente entrava com o pé praticamente da cor do asfalto depois de correr horas descalço. hoje eu entendo como lavar, passar e cozinhar, toma tempo e requer dedicação.

acho que estou começando a crescer. e isso me assusta. mas ao mesmo tempo me encanta. descobri coisas que jamais pensei que eu fosse capaz. descobri que tenho duas donas de casa aqui dentro: uma neurótica, louca por limpeza; a outra, que adora internet e morre de preguiça. é uma guerra constante.
a vida é realmente muito engraçada. o tempo passa e vemos o quanto vivemos iludidos no passado. espero olhar pra trás daqui 20 ou 30 anos e saber que eu não sabia sobre muitas coisas, mas que eu não estava totalmente cega nem iludida.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Ou há muito o que dizer ou realmente não há nada. Já tentei quatro vezes. Quatro assuntos diferentes e nenhum rendeu. Acho melhor eu parar por aqui antes que meus ultimos parafusos soltem e caiam pelo chão.